sábado, 21 de abril de 2018

Comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio de 2018


Para mim, este formato é melhor que o desdobrável.
Muito embora sóbrio por força da situação financeira da Câmara de Alcochete, apresenta as diversas actividades culturais de maneira bem visível e muito clara.
Sem estar completamente livre de um ou dois cheirinhos do politicamente correcto que atenta contra a cultura ancestral do povo, reconheço que tal facto, menos positivo a meus olhos, está perfeitamente controlado.
Portanto, pela análise global das coisas, devo dizer que o Vereador da Cultura, Vasco Pinto, está de parabéns.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Descanso eterno à Prof.ª Odete Correia e ao Pintor António Cruz

É inacreditável, mas eu só ontem à noite tive conhecimento que a Prof.ª Odete Correia e o Pintor António Cruz tinham falecido, respectivamente a 11 e 13 do mês em curso.
Sinto-me em baixo e não sei o que hei-de dizer.
Fui colega e amigo da Prof.ª Odete. Com ela trabalhei na Escola Secundária Jorge Peixinho. Precisamente neste estabelecimento de ensino vi que estava perante um ser humano excepcional e de grande competência profissional.
A última vez que falei com a Prof.ª Odete foi no lançamento do meu livro O Padre Cruz - Caminheiro há um ano atrás. Visivelmente debilitada, apareceu no evento ao lado do marido, o Sr. Correia.
O António Cruz era um amigo de longa data. Ele sempre me impressionou, aprendendo eu bastante com este grande pintor de arte sacra nas múltiplas conversas que tivemos.
Na sala de jantar da minha casa tenho um quadro do António que jamais permitirá que eu esqueça esta emérita figura alcochetana das últimas décadas.
Na reunião da Câmara Municipal de Alcochete, a 18 de Abril, deslocada para São Francisco, foram aprovados votos de pesar em memória de Odete Correia e António Cruz, gesto feliz da mais elementar justiça.

Contrastes


Um quadro do pintor Miró (1893-1983), catalão que todos conhecem.


Um quadro do pintor Henrique Medina (1901-1988), português que ninguém conhece.

Lê, logo a seguir, "O politicamente correcto é marxismo cultural".

terça-feira, 17 de abril de 2018

O politicamente correcto é marxismo cultural

O que é o politicamente correcto?
O politicamente correcto é marxismo cultural.
E o que é o marxismo cultural?
O marxismo cultural é a negação de tudo o que há na vida a pretexto da transformação do homem.
Transformação, no sentido marxista, é subversão.
Vamos para as artes, nomeadamente a pintura.
Se eu sou um "pintor" que vivo do politicamente correcto, isto é, de dinheiros públicos, pego numa tela, lanço contra ela uma bosta, sendo uma obra de arte o borrão que ficar. Ninguém pense que abuso na caricatura.
Mas tu que me estás a ler poderás pensar: o Marafuga detesta o comunismo. Como a "filosofia" deste é o marxismo, claro que o Marafuga não pode com a mínima coisa que seja marxista. Então vá de exagerar para convencer o outro.
Ouve, caro amigo, antes eu fosse o ingénuo que estivesse enganado comigo e tivesse a vã pretensão de te enganar.
Se assim fosse, o único que se perdia era eu porque desonesto comigo e contigo.
Mas tu queres que eu tenha escrúpulos em ser abjecto contra muitos que não os têm contra mim. Está bem!
Uma vez, não lembro quando, não sei onde, vi um quadro que era uma tela branquíssima com um ponto ao centro. Mais nada.
Um cristão ingénuo com alguma instrução (fui assim durante anos e anos) poderia ver nesse dito quadro uma representação da ideia de Deus, ser puríssimo sem partes... tal como é a definição euclidiana de ponto.
Mas tu que me estás a ler acreditas que fosse essa a intencionalidade do "pintor", agente do politicamente correcto?
O "pintor" do politicamente correcto não afirma Deus... nega-o!
Então como analisar um ponto no centro de uma tela toda em branco?
O "pintor" quer negar a arte, o que é próprio do marxismo cultural.
De facto, o branco, ao devorar todas as cores, é a ausência delas; o conceito de ponto (adimensional) exclui o traço. Mas sem traço e cor há pintura?
Assim se vai o belo, o esplendor da verdade (splendor veri), isto é, assim se vai o Deus bíblico e se acaba com a Civilização Ocidental Judaico-Cristã.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os alcochetanos não são monos

Muita gente arriba a Alcochete... de todos os estratos sociais e profissões, incluindo artistas, mas alguns destes últimos pensarão que os alcochetanos são monos, enganando-se redondamente.
Armados mais ou menos em comissários do politicamente correcto, andam aqui à mama de algum dinheirinho que caia da Câmara de Alcochete... dinheirinho esse que sai dos bolsos dos contribuintes.
Como se tudo isto fosse pouco, com os próprios impostos do povo, todo o trabalho desses artistas de meia tigela assenta na destruição da cultura ancestral desse mesmo povo.
Em todas as vertentes da expressão artística, Alcochete tem grandes tradições que vêm desde a segunda metade do séc. XIX. Vou só referir três nomes em cada uma das principais áreas.
Dr. Luís Cebola, Dr. Grilo e António Rei na poesia; João Baptista Nunes, Armando Crispim e António Menino na música; Marcelino Vespeira, Raul Carapinha e António Cruz na pintura; Artur Garrett, António José Pinto e Vasco Pinto na tauromaquia... para não falar numa plêiade de fadistas com Maria Leopoldina Guia à cabeça.
Que nos vem ensinar alguma gentinha das artes que não tem onde cair morta?
FORA!
Ler, em baixo, "O ABUTRE".

domingo, 15 de abril de 2018

O abutre

O abutre desce à cidade... desce todos os dias.
Tem pescoço alto e é bom olheiro. Mira todos por cima das cabeças. Nenhum lhe escapa.
Dá efusivos apertos de mão a uns, ignora outros, são votos perdidos, não vale a pena.
O abutre é sabido. Vive a ideia de que a sua presença é chama. Nenhum arregimentado pode fugir à fidelidade antiga. «Olá, pá, vai ô nã vai!».
Chamam-lhe calhau, tanto se lhe dá como se lhe deu, até aproveita... água mole em pedra dura tanto dá até que fura.
E há-de furar que isto há-de voltar atrás. Foi um descuido... um acidente. É vigiar... vigiar... vigiar, deixar o tempo passar que tudo vai ficar na mesma.
Venha o belo tempo, o festim da carne... seja podre... não revira a pança do abutre, já está acostumado.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Morrer bem

Acredito que um dos teus desejos seja morrer bem.
Se queres morrer bem, gere bem a vida.
O que é gerir bem a vida?
Gerir bem a vida é saber que a vida é de todos, querida pelo outro como por ti.
Por isso vive e deixa viver... sem roubar Deus do rosto do outro.
Eis a justiça para morrer bem.

Ainda sobre a morte

Por razões que não consigo imaginar, muitas pessoas recusam falar da morte.
Há quem chegue a ter medo e/ou mesmo a recusar a morte... certa à nossa frente.
A pedra envelhece e esboroa-se... e o ferro enferruja inexoravelmente. Por que o ser humano não deverá ter o seu fim?
Não pensar assim, peço mil desculpas de o dizer, não é próprio da pessoa adulta. Não há crescer se este, também, não for descer para a morte.
Face à morte, o que tens a fazer é preparar-lhe um chá para que à chegada da visitante incontornável o tomem juntos e, depois, sigas a tua última viagem.
Até lá, vive bem e deixa o resto com Deus.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Deus pode ajudar sempre?

Deus ajuda sempre desde que nós deixemos.
De facto, se eu sou uma besta sem remissão, como é que Deus me pode ajudar?
Por outras palavras mais delicadinhas: se eu me recuso a colaborar com Deus, como é que Deus pode colaborar comigo? Não pode.
Portanto, o homem pode bloquear Deus em si com a sua brutalidade. Mas quando isto acontece é para a morte que esse homem caminha... para aquela morte que ainda consegue dar à pata e me deixa perplexo... porque não consigo imaginar como é possível viver na mais densa treva.
A verdade é que há heróis que vivem, mas aqui ergue-se o insondável mistério do mal.

Sobre a morte

Eu tenho pouco para dizer sobre a morte.
Por isso, entro ex abrupto nesta problemática.
Se eu matei a minha consciência, todos os meus problemas com a morte estão resolvidos porque esta encontrar-me-á já morto.
Se não matei a minha consciência, penso como será esse meu encontro com a morte.
Vivi bem? Se a resposta é afirmativa, nada tenho a temer.
Mas se o meu viver deixa a desejar... e caso a infinita misericórdia de Deus me dê tempo, farei a reparação possível para me ser dada uma morte mais serena.
Não posso presumir que estas minhas palavras estejam imunes a erros. Eis por que termino já.